quarta-feira, 2 de setembro de 2009

SILÊNCIO ABSOLUTO


Ante a um mundo em movimento
Escuto somente o nada.
Alucinante, corrosivo, deprimente.
Vazio de tons e sons,
Vazio de imagens e cenas,
Vazio de amores e cores,
Mas cheio de dores!
Vazio que atiça e corrói.
A expectativa de um silêncio falante
Eterno companheiro da solidão.
Ansiando ouvir o mais sublimes dos sons:
O silêncio absoluto.
Dor maior de escutar apenas
O eco da suplica lançada.
E o universo mudo e paralisado.
Distante, como que magoado.
Impedindo e negando
O contato primordial para manter-se vivo.

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